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Notícias·Cruz Vermelha RJ·03 DE SET 2026

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Deam Digital RJ: como denunciar violência doméstica online

A delegacia virtual da mulher no Rio recebe registros pela internet, sem deslocamento inicial, e encaminha o caso à rede de proteção especializada.

Vítimas de violência doméstica no Rio de Janeiro podem registrar a denúncia sem sair de casa. O canal é a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam Digital), unidade virtual da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. O atendimento é feito de forma remota, com rapidez e segurança. Não é preciso ir antes a uma delegacia física para formalizar o registro.

A Deam Digital integra a rede estadual de atendimento especializado da Polícia Civil, formada por delegacias da mulher distribuídas pelo estado. A unidade virtual não substitui essas delegacias: funciona como porta de entrada, encurtando o caminho entre o momento em que a mulher decide denunciar e o início da apuração.

Quem é afetado

O serviço se destina a mulheres que sofrem violência praticada por companheiro, ex-companheiro, familiar ou qualquer pessoa com quem tenham relação doméstica, familiar ou de afeto. A violência doméstica não se limita à agressão física. Também são formas de violência a ameaça, a perseguição, a humilhação constante, o controle do dinheiro e dos documentos, a destruição de bens e a violência sexual dentro do relacionamento.

O canal é especialmente útil para quem tem dificuldade de deslocamento — por falta de transporte, por estar em município distante de uma delegacia especializada, por questões de saúde ou por não conseguir sair de casa sem ser notada pelo agressor. Terceiros que testemunham a situação, como vizinhos e familiares, também podem acionar as autoridades.

O que fazer

  1. Se houver risco imediato, procure primeiro um lugar seguro e acione a polícia por telefone. O registro online é para situações em que não há emergência em curso.
  2. Acesse a página da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam Digital) no site da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e localize o serviço de registro de ocorrência.
  3. Tenha em mãos documento de identidade, endereço e dados do agressor, se souber.
  4. Relate os fatos com o máximo de detalhe: o que aconteceu, quando, onde e se houve testemunhas.
  5. Guarde provas: fotografias de lesões, mensagens, áudios, prints de redes sociais, laudos e receitas médicas.
  6. Peça medidas protetivas de urgência no momento do registro, como afastamento do agressor do lar e proibição de aproximação e de contato.
  7. Anote o número do registro e acompanhe o andamento. Se for chamada para comparecer a uma unidade, compareça.
  8. Faça o registro em um aparelho seguro e, se possível, apague o histórico de navegação depois.

O que evitar: não confronte o agressor para obter provas, não avise que vai denunciar antes de estar em local seguro e não descarte mensagens ou objetos que possam comprovar a agressão. Denunciar não obriga a mulher a tomar nenhuma outra decisão imediata sobre o relacionamento — a proteção legal existe independentemente disso.

Onde buscar ajuda ou saber mais

Além da polícia, a rede de proteção inclui unidades de saúde, Centros de Referência de Assistência Social (CRAS e CREAS), Defensoria Pública, Ministério Público e conselhos tutelares, quando há crianças e adolescentes envolvidos. Em caso de violência sexual, procure imediatamente um serviço de saúde: o atendimento é direito da vítima e independe de boletim de ocorrência.

A Cruz Vermelha Brasileira — Rio de Janeiro atua na proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, seguindo os princípios de humanidade, imparcialidade e neutralidade do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. A instituição também trabalha a valorização da vida e o cuidado com a saúde mental, tema abordado na página do Setembro Amarelo — sofrimento psíquico e violência doméstica frequentemente caminham juntos.

Para quem quer se preparar para socorrer e orientar outras pessoas, a Cruz Vermelha RJ oferece cursos e capacitações. Outras orientações de utilidade pública estão reunidas na central de notícias.

Com informações de Agência Brasil — direitos humanos, publicadas em 27 de agosto de 2026 — publicação original.

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