Cruz Vermelha Brasileira — Rio de Janeiro

Formação de voluntários

Formação de voluntários da Cruz Vermelha no Rio de Janeiro

A Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro não abre cursos gratuitos ao público. A formação gratuita da filial é só para os próprios voluntários e tem seleção: cadastro, ficha de entrevista e o CBFI, que abre quatro vezes por ano. Veja como funciona e a diferença para os cursos pagos da escola.

Não há curso gratuito aberto ao público

Peça de divulgação da filial: equipe de voluntários de camiseta branca com a cruz vermelha reunida num salão da sede, e o texto Prontos para servir, o trabalho humanitário exige preparo contínuo
Peça de divulgação da filial sobre a formação de novos voluntários: a equipe reunida na sede e a frase “Prontos para servir”.

A filial não oferece cursos gratuitos de primeiros socorros, nem de outro tema, para o público em geral. Não há turma gratuita aberta que se possa procurar no site ou no Instagram e fazer sem antes entrar no voluntariado.

O que é gratuito é a formação dos voluntários. Ela existe para preparar quem vai atuar com a filial, e não como um caminho mais fácil ou mais barato para fazer um curso. Por isso tem seleção e turmas poucas por ano.

Se você quer um curso de primeiros socorros com data marcada e certificado, o caminho são os cursos pagos da escola (veja o quadro mais abaixo).

Turma de voluntários de camiseta branca com a cruz vermelha, sentada no auditório da sede, ouve um instrutor de colete vermelho
Turma de voluntários em formação no auditório da sede. É esta a formação gratuita da filial, e ela é só para quem entra no voluntariado.

O caminho até a formação gratuita

  1. Cadastro no voluntariado. O primeiro passo é o formulário oficial do voluntariado.
  2. Ficha de entrevista. A equipe do voluntariado entra em contato e faz a ficha de entrevista. Ser aceito depende dessa etapa: o cadastro sozinho não garante vaga.
  3. CBFI. Quem é aceito faz o CBFI, o curso de formação inicial dos voluntários. Ele abre quatro vezes por ano, na sede, no Palácio da Cruz Vermelha, no Centro do Rio. Não se paga nada por ele.
  4. Formações internas. Só depois do CBFI o voluntário passa a participar das formações internas da filial, como as de primeiros socorros, conforme a frente em que atua e a necessidade das ações.
Como ser voluntário na filial do Rio, em cinco passos: 1, cadastro no formulário oficial do voluntariado; 2, ficha de entrevista, em que a equipe entra em contato e explica as frentes de atuação; 3, CBFI, curso de formação inicial, gratuito, quatro vezes por ano; 4, termo de adesão, assinatura prevista na Lei nº 9.608/1998; 5, atuação nas ações e nas formações internas da filial. A formação é gratuita: não é preciso comprar nenhum curso para ser voluntário
Os passos até a atuação como voluntário, incluindo o termo de adesão previsto na Lei nº 9.608/1998. A formação é gratuita em todas as etapas.

O passo a passo completo para entrar, com o termo de adesão e o que diz a lei, está em Seja voluntário.

Quem oferece a formação

A formação dos voluntários é feita pela própria filial: a Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro, associação privada sem fins lucrativos, CNPJ 08.560.973/0001-97. Ela é a filial estadual da Cruz Vermelha Brasileira e faz parte do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. A sede fica no Palácio da Cruz Vermelha, na Praça da Cruz Vermelha, 10, no Centro do Rio.

Três voluntárias da filial, de colete e camiseta com a cruz vermelha e papéis na mão, num corredor do Palácio da Cruz Vermelha
Voluntárias da filial no Palácio da Cruz Vermelha, a sede, na Praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio.

Grande parte do trabalho da filial é feita por voluntários formados por ela mesma. Saiba mais sobre a instituição em Quem somos.

Por que a filial forma os próprios voluntários

Formar quem vai atuar com ela está na missão da Cruz Vermelha Brasileira. O Estatuto da CVB, aprovado pelo Decreto nº 8.885/2016, lista entre as missões da instituição:

VII - recrutar, treinar e empregar o pessoal necessário ao cumprimento da missão da instituição;

Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira, art. 11, § 1º, inciso VII. Decreto nº 8.885/2016, no Planalto

Em palavras simples: a Cruz Vermelha precisa preparar as pessoas que vão trabalhar com ela. O mesmo Estatuto diz que as filiais estaduais “implantam programas, promovem treinamentos” (art. 13, § 2º, I). A formação dos voluntários é a forma de a filial cumprir essa parte da missão no Rio de Janeiro.

Essa prática vem de longe: a Cruz Vermelha Brasileira criou em 1916 a Escola Prática de Enfermeiras, como conta Nossa história.

Alunas de uniforme branco com a cruz vermelha, sentadas em carteiras de madeira numa sala de aula
Alunas em sala de aula da Escola de Enfermeiras, de uniforme branco com a cruz vermelha. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.
Enfermeiras de uniforme branco e véu, sentadas, assistem a uma aula de anatomia; à esquerda, o professor junto a um esqueleto
Uma aula de noções de anatomia pelo Dr. Getúlio dos Santos, primeiro diretor e professor da Escola Prática de Enfermeiras. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.
Sala de exame com alunas de uniforme branco sentadas de costas e a banca examinadora à mesa, sob uma cruz vermelha na parede
Exames de Enfermeiras do Curso Profissional da Cruz Vermelha Brasileira, em 1922. A Escola Prática de Enfermeiras foi criada em 1916 e formou a primeira turma profissional em 1917. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

Há também um motivo de princípio. O Voluntariado é um dos sete Princípios Fundamentais que guiam a Cruz Vermelha. O Estatuto o define como “um Movimento de socorro voluntário, de caráter desinteressado e sem finalidade lucrativa” (art. 8º, V). Os sete princípios estão em Princípios Fundamentais.

Um exemplo: a Força-Tarefa Humanitária – Ações El Niño

Banner da Força-Tarefa Humanitária, Ações El Niño: voluntário de colete vermelho da Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro, de costas, diante de casas numa área alagada; texto: mobilização interna com voluntários para preparação e resposta humanitária, evento interno
Peça de divulgação da Força-Tarefa Humanitária – Ações El Niño: mobilização interna de voluntários da filial para preparação e resposta humanitária.
Fotografia em preto e branco do acervo: mulheres de uniforme branco atendem uma pessoa deitada no chão, ao lado de um veículo, enquanto uma mulher de uniforme escuro observa
Alunas e voluntárias num treinamento de primeiros socorros, uma das atividades públicas registradas pelo acervo. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

A Força-Tarefa Humanitária – Ações El Niño é uma mobilização de voluntários da filial para preparação e resposta humanitária. A filial já realizou uma formação da Força-Tarefa com os seus voluntários.

Ela mostra como as formações internas funcionam na prática: a filial reúne quem já é voluntário e prepara as equipes para agir antes de a emergência acontecer, e não só depois.

Esse tema também aparece na estrutura da filial. Há uma coordenação de Gestão de Riscos de Desastres (GRD), dedicada à preparação e à resposta a emergências, e uma coordenação de Primeiros Socorros, que cuida da formação dos voluntários nessa área e da cobertura de eventos e ações. As coordenações e seus responsáveis estão em Equipe.

Formação de voluntários (filial) × cursos pagos (escola)

No site também aparecem cursos pagos, inclusive de primeiros socorros, como o Primeiros Socorros Básico, de 8 horas. Eles não são oferecidos pela filial, e sim pela escola, que é outra empresa, ligada à filial. O quadro mostra a diferença.

ItemFormação de voluntários (filial)Cursos pagos (escola)
Quem ofereceCruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro, associação sem fins lucrativos (CNPJ 08.560.973/0001-97)O-CVB Filial Rio de Janeiro Ensino Ltda (CNPJ 67.733.551/0001-35), empresa ligada à filial, com sistemas independentes
Para quemSó para quem entra no voluntariado e é aceito na ficha de entrevistaQualquer pessoa que se matricule, respeitada a escolaridade mínima de cada curso
CustoGratuitoPago: taxa de inscrição e matrícula, com valores na página de matrícula
TurmasO CBFI abre quatro vezes por ano; as formações internas vêm depois deleTurmas com data marcada, escolhidas na matrícula
Como entrarCadastro no formulário oficial do voluntariado, ficha de entrevista e CBFINa página de matrícula dos cursos presenciais ou na plataforma da escola (veja o bloco abaixo)

Resumindo: a formação gratuita é para quem quer ser voluntário e passa pela seleção. Quem precisa de um curso com carga horária fechada e certificado faz um dos cursos pagos da escola.

A convivência entre formação de voluntários e formação profissional é antiga na instituição, como mostram as peças do acervo:

Enfermeiras de uniforme branco e véu enfileiradas na varanda da Escola de Enfermeiras, sob a placa com o nome da instituição
Enfermeiras voluntárias e profissionais na varanda da Escola de Enfermeiras, em 1917. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.
Diploma de Enfermeira Voluntária da Cruz Vermelha Brasileira, com moldura ilustrada, a cruz vermelha e o nome da Escola de Enfermeiras
Diploma de Enfermeira Voluntária da Cruz Vermelha Brasileira. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.
Diploma de Enfermeira Profissional da Escola Prática de Enfermeiras da Cruz Vermelha Brasileira, com moldura ilustrada e a cruz vermelha
Diploma de Enfermeira Profissional da Cruz Vermelha Brasileira. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

Procura curso profissionalizante?

Se você procura um curso pago, com carga horária e certificado, como Primeiros Socorros Básico, Bombeiro Civil ou Cuidador de Idosos, veja a página de matrícula dos cursos presenciais.

Quem vende: os cursos do catálogo presencial e da plataforma da escola são vendidos pela O-CVB Filial Rio de Janeiro Ensino Ltda, CNPJ 67.733.551/0001-35, empresa ligada à filial, com sistemas independentes (plataforma, cobrança e nota fiscal próprias). A escola é uma das fontes de financiamento da instituição. A filial, associação sem fins lucrativos, forma os próprios voluntários, como descrito nesta página.

Perguntas frequentes

A Cruz Vermelha RJ tem curso gratuito de primeiros socorros aberto ao público?

Não. A filial não abre cursos gratuitos ao público. A formação gratuita é só para voluntários aceitos, e as formações de primeiros socorros vêm depois do CBFI. Quem quer um curso de primeiros socorros com data e certificado faz um dos cursos pagos da escola.

Me cadastrei no voluntariado. Já posso fazer os cursos?

Ainda não. Depois do cadastro vem a ficha de entrevista com a equipe do voluntariado. Quem é aceito faz o CBFI, que abre quatro vezes por ano. Só depois dele o voluntário participa das formações internas.

Preciso pagar algum curso para ser voluntário?

Não. O CBFI e as formações internas dos voluntários são gratuitos. Os cursos pagos que aparecem no site são vendidos por outra empresa, a O-CVB Filial Rio de Janeiro Ensino Ltda, e não são caminho para o voluntariado.

Atualizado em 15/10/2026.