Cruz Vermelha Brasileira — Rio de Janeiro

Voluntariado

Seja voluntário da Cruz Vermelha no Rio de Janeiro

Para ser voluntário da Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro, não é preciso ser da área da saúde: a filial forma os próprios voluntários. Veja o que faz um voluntário, como entrar e o que a lei diz sobre o serviço voluntário.

O que faz um voluntário da filial

Na filial, grande parte do trabalho é feita por voluntários formados por ela mesma. Eles atuam nas frentes em que a filial trabalha no Rio de Janeiro: formação de voluntários, capacitação em primeiros socorros, educação preventiva e apoio comunitário.

Alguns exemplos:

  • Campanha do Agasalho: arrecadação de agasalhos, cobertores e calçados para famílias em situação de vulnerabilidade durante o frio.
  • Impacto das Cores: mutirões de pintura que revitalizam espaços comunitários e fortalecem os vínculos entre voluntários e moradores.
  • Primeiros socorros: a filial tem uma coordenação de Primeiros Socorros, responsável pela formação nessa área e pela cobertura de eventos e ações.
  • Força-Tarefa Humanitária – Ações El Niño: mobilização de voluntários para preparação e resposta humanitária, que já teve formação com os voluntários da filial.
Coordenadora de Juventude da filial sorrindo com crianças do projeto Impacto das Cores, de camiseta do projeto, diante de um muro pintado
A coordenadora de Juventude da filial com crianças do projeto Impacto das Cores.
Voluntária da filial, de colete vermelho, orienta jovens numa atividade prática de primeiros socorros, com um deles deitado no chão de uma quadra
Voluntária da filial orienta jovens numa atividade prática de primeiros socorros.
Voluntário de costas, com camisa vermelha da Cruz Vermelha Brasileira, Filial do Estado do Rio de Janeiro, diante de uma distribuição de donativos
Voluntário da Filial do Rio de Janeiro em uma distribuição de donativos. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

Há espaço para perfis diferentes. Além dessas frentes, a filial tem coordenações de Juventude (frentes conduzidas por jovens voluntários), Psicologia e Serviço Social (apoio psicossocial nas ações e às equipes), Gestão de Riscos de Desastres (preparação e resposta a emergências) e Esportes (atividades esportivas e de integração com a comunidade). Todas estão em Equipe.

O que cada pessoa faz depende da frente e da necessidade de cada ação. Depois do cadastro, a equipe do voluntariado apresenta as frentes de atuação.

Voluntariado é um princípio da Cruz Vermelha

Os sete Princípios Fundamentais (Viena, 1965), cada um com um ícone: I Humanidade, II Imparcialidade, III Neutralidade, IV Independência, V Voluntariado, VI Unidade e VII Universalidade
Os sete Princípios Fundamentais, aprovados em Viena, em 1965: Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade. O Voluntariado é o quinto.

O Voluntariado é um dos sete Princípios Fundamentais do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, aprovados na 20ª Conferência Internacional, em Viena, em 1965. O Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira traz o texto oficial em português:

V - VOLUNTARIADO: é um Movimento de socorro voluntário, de caráter desinteressado e sem finalidade lucrativa;

Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira, art. 8º, V. Decreto nº 8.885/2016, no Planalto

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) resume o mesmo princípio em uma frase:

É um movimento de socorro voluntário e de caráter desinteressado.

CICV, Nossos princípios fundamentais
Voluntário da filial, de colete vermelho, fala ao microfone diante da turma, numa capacitação na sede
Voluntário da filial fala ao microfone durante uma capacitação.
Vistos de cima, jovens, a maioria de jaleco branco, ajoelhados em volta de dois manequins, praticam compressões torácicas, orientados por um voluntário da Cruz Vermelha Chilena de colete azul
O mesmo princípio em outra Sociedade Nacional: voluntários da Cruz Vermelha Chilena ensinam reanimação (RCP), em 2012. Foto: Sebastian.oliveros, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0 (redimensionada pela filial).

Na prática, o voluntário ajuda por vontade própria, sem esperar pagamento ou vantagem. O Estatuto diz que a filiação à Cruz Vermelha Brasileira é aberta a todas as pessoas, sem discriminação de raça, gênero, religião, idioma, condição social ou opinião política (art. 67). E define quem é Membro Voluntário:

§ 2º São Membros Voluntários as pessoas físicas que espontaneamente, sem receber remuneração ou qualquer outro benefício, prestam serviços à CVB, tenham cumprido com os requisitos de admissão e, como tal, encontram-se registrados na CVB-OC, nas Filiais Estaduais ou Filiais Municipais.

Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira, art. 67, § 2º. Decreto nº 8.885/2016, no Planalto

Ou seja: para ser voluntário da Cruz Vermelha, a pessoa precisa cumprir os requisitos de admissão e ficar registrada, no nosso caso, na filial do Rio de Janeiro. Na filial, o primeiro passo é o cadastro. Veja os sete princípios em Princípios Fundamentais.

Como ser voluntário: passo a passo

Como ser voluntário na filial do Rio em cinco passos: 1 cadastro no formulário oficial do voluntariado; 2 ficha de entrevista, em que a equipe entra em contato e explica as frentes de atuação; 3 CBFI, curso de formação inicial, gratuito, quatro vezes por ano; 4 termo de adesão, assinatura prevista na Lei nº 9.608/1998; 5 atuação nas ações e nas formações internas da filial. A formação é gratuita: não é preciso comprar nenhum curso para ser voluntário
Os cinco passos, do cadastro à atuação. Cada um é explicado abaixo.
  1. Faça o cadastro no formulário oficial do voluntariado.
  2. Passe pela ficha de entrevista. A equipe do voluntariado entra em contato, explica as frentes de atuação e faz a ficha de entrevista. Ser aceito depende dessa etapa: o cadastro sozinho não garante vaga.
  3. Faça o CBFI. Quem é aceito faz o CBFI, o curso de formação inicial dos voluntários. Ele abre quatro vezes por ano, na sede, no Palácio da Cruz Vermelha, no Centro do Rio. Não se paga nada por ele.
  4. Assine o termo de adesão. Quem entra como voluntário assina um termo de adesão ao serviço voluntário, como manda a Lei nº 9.608/1998. O termo diz o que você vai fazer e em que condições. A equipe do voluntariado orienta em que momento ele é assinado.
  5. Participe das ações. Depois do CBFI, o voluntário participa das ações e das formações internas, como as de primeiros socorros. Convocações para ações e campanhas também são divulgadas no Instagram @cruzvermelhabrasileirarj e nas notícias do site.
Turma de voluntários, de camisa branca com a cruz vermelha, sentada no auditório da sede, com um instrutor de colete à frente
Turma de voluntários em formação no auditório da sede, o Palácio da Cruz Vermelha, no Centro do Rio, onde o CBFI é realizado.

O formulário é o canal oficial de entrada. A formação de voluntários é gratuita, e você não precisa comprar nenhum curso para ser voluntário.

A formação de voluntários é gratuita

A filial forma os próprios voluntários. Por isso não é preciso ser profissional de saúde nem ter feito curso antes. A formação começa no CBFI, depois da ficha de entrevista, e continua nas formações internas, como as de primeiros socorros. Tudo isso é só para voluntários: a filial não abre cursos gratuitos ao público.

Formar voluntários está na missão da Cruz Vermelha Brasileira. O Estatuto manda a instituição “recrutar, treinar e empregar o pessoal necessário ao cumprimento da missão da instituição” e “incentivar a participação da comunidade em geral, especialmente crianças e jovens, nas atividades da instituição” (art. 11, § 1º, VII e VIII).

Fotografia antiga em preto e branco: duas voluntárias de uniforme branco, ajoelhadas, atendem uma pessoa deitada no chão ao lado de uma Kombi; uma terceira, de touca, acompanha de pé, e uma mulher de roupa escura observa
Alunas e voluntárias em atividades públicas, entre elas o treinamento de primeiros socorros, em fotografia do acervo. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.
Diploma de Enfermeira Voluntária da Cruz Vermelha Brasileira, com moldura ornamentada, a cruz vermelha e o nome da Escola de Enfermeiras
Diploma de Enfermeira Voluntária da Cruz Vermelha Brasileira. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

Voluntariado e cursos pagos são caminhos separados, com equipes e canais próprios. Para ser voluntário, você não precisa comprar nenhum curso. Como funciona cada etapa está em Formação de voluntários.

O que a lei diz sobre o serviço voluntário

No Brasil, o serviço voluntário é regulado pela Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998. Os dois primeiros artigos dizem:

Art. 1º Considera-se serviço voluntário, para os fins desta Lei, a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa. (Redação dada pela Lei nº 13.297, de 2016)

Parágrafo único. O serviço voluntário não gera vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista previdenciária ou afim.

Art. 2º O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre a entidade, pública ou privada, e o prestador do serviço voluntário, dele devendo constar o objeto e as condições de seu exercício.

Lei nº 9.608/1998, arts. 1º e 2º. Texto compilado no Planalto
Congresso Nacional, em Brasília: as duas torres, a cúpula do Senado e a da Câmara, com o espelho d'água em frente
O Congresso Nacional, em Brasília, onde são votadas as leis federais, como a Lei nº 9.608/1998. Imagem: Mario Roberto Duran Ortiz, 2007, via Wikimedia Commons (domínio público).

Em linguagem simples:

  • Não é emprego. O voluntário não recebe salário, e o serviço não cria vínculo de emprego nem direitos trabalhistas ou previdenciários.
  • É feito para entidades públicas ou sem fins lucrativos. A filial é uma associação privada sem fins lucrativos.
  • Tem termo de adesão. É um documento assinado pela entidade e pelo voluntário. Nele ficam o objeto (o que o voluntário vai fazer) e as condições (como vai fazer).

O termo deixa o combinado claro para os dois lados. Se tiver dúvida sobre ele, pergunte à equipe do voluntariado antes de assinar.

Dúvidas antes de se cadastrar

Se tiver dúvidas antes de preencher o cadastro, fale com a equipe pelo WhatsApp do voluntariado, (21) 97036-0264. É um número exclusivo para quem quer ser voluntário. A coordenação de Voluntariado, que cuida do cadastro, da formação inicial e do acompanhamento dos voluntários, também tem e-mail próprio, publicado em Equipe.

Voluntária da filial, de colete vermelho com o emblema da Cruz Vermelha, sorrindo abraçada a três meninas numa calçada
Voluntária da filial, com o emblema da Cruz Vermelha no colete, abraçada a crianças numa ação na rua.

Para outros assuntos, use o chat Fale com a gente, no canto de qualquer página do site, ou escreva para contato@cruzvermelhariodejaneiro.org. A resposta vem por e-mail em até 3 dias úteis. O endereço da sede e os outros canais estão na seção de contato.

A filial não agenda consultas nem atende urgências. Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros).

Perguntas frequentes

Preciso ser da área da saúde para ser voluntário?

Não. A filial forma os próprios voluntários, e há frentes para perfis diferentes. O Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira diz que a filiação é aberta a todas as pessoas, sem discriminação.

O voluntário recebe salário?

Não. Pela Lei 9.608/1998, o serviço voluntário é uma atividade não remunerada e não cria vínculo de emprego. O Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira define o Membro Voluntário como quem presta serviços sem receber remuneração ou qualquer outro benefício.

Preciso pagar algum curso para ser voluntário?

Não. O CBFI e as formações internas dos voluntários são gratuitos. Voluntariado e cursos pagos são caminhos separados, com equipes e canais próprios.

Onde tiro dúvidas antes de me cadastrar?

No WhatsApp do voluntariado, (21) 97036-0264, número exclusivo para quem quer ser voluntário, ou no chat Fale com a gente do site, que responde por e-mail em até 3 dias úteis.

Atualizado em 15/10/2026.