Cruz Vermelha Brasileira — Rio de Janeiro

Institucional

Quem somos: Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro

Somos a filial estadual da Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro: uma associação privada sem fins lucrativos, parte do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Aqui você vê o que fazemos, onde estamos e quem nos dirige.

O que é a filial

A Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro é uma associação privada sem fins lucrativos, inscrita no CNPJ 08.560.973/0001-97. Somos a filial estadual da Cruz Vermelha Brasileira (CVB) no Rio de Janeiro e, por meio dela, parte do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. No dia a dia, usamos também o nome curto Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro.

Voluntários da filial do Rio de Janeiro, de camiseta branca e coletes vermelhos com a cruz vermelha, reunidos no auditório do Palácio da Cruz Vermelha, sob a cruz da parede e as bandeiras
Voluntários da filial reunidos no auditório do Palácio da Cruz Vermelha, no Centro do Rio.

Nossa missão é a da Cruz Vermelha Brasileira, escrita no art. 10 do Estatuto:

A CVB tem por objetivos gerais prevenir e aliviar, com absoluta imparcialidade, os sofrimentos humanos, sem distinção de raça, nacionalidade, idioma, gênero, nível social, religião e opinião política ou qualquer outro viés discriminatório, contribuindo para a defesa da vida, da saúde e da dignidade humana.

Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira, art. 10

O art. 11 manda concentrar essas atividades nas pessoas mais vulneráveis: as que estão expostas a situações que ameaçam a sobrevivência ou a capacidade de viver com um mínimo de segurança e dignidade.

A Cruz Vermelha Brasileira foi fundada em 5 de dezembro de 1908, no Rio de Janeiro. Ela é organizada como uma federação, com um Órgão Central, filiais estaduais e filiais municipais (Estatuto, art. 13). Cada filial tem patrimônio próprio, sem deixar de fazer parte da organização federativa (art. 14, § 1º). Nosso nome segue o Estatuto, que chama as filiais estaduais de “Cruz Vermelha Brasileira - Filial, seguida da nominação do estado sede”, e diz o que cabe a elas:

“(…) implantam programas, promovem treinamentos, divulgam a legislação humanitária internacional, as Convenções de Genebra e atividades da CVB (…), sendo, ainda, responsáveis pelas ações operacionais desenvolvidas na capital do estado e nos municípios onde não existam filiais (…).”

Estatuto da Cruz Vermelha Brasileira (Decreto nº 8.885/2016), art. 13, § 2º, I
Organograma da Cruz Vermelha Brasileira: Órgão Central, filiais estaduais, com a Filial do Estado do Rio de Janeiro em destaque, e filiais municipais
Como a Cruz Vermelha Brasileira se organiza (Estatuto, art. 13): o Órgão Central cria normas, coordena e fiscaliza as filiais, planeja programas nacionais e representa a CVB fora do país; as filiais estaduais, como a do Rio de Janeiro, implantam programas, promovem treinamentos, divulgam as Convenções de Genebra e coordenam as filiais municipais; as filiais municipais respondem pelas ações no seu município. Onde não há filial municipal, quem responde é a filial estadual (art. 13, § 2º, I).

Como todo o Movimento, a filial se guia pelos sete Princípios Fundamentais: humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade.

O que fazemos no Rio de Janeiro

Nosso trabalho junta solidariedade e preparo técnico, em quatro frentes:

  • Formação de voluntários: depois do cadastro no formulário oficial do voluntariado, a equipe apresenta as frentes de atuação e a formação inicial, feita na sede. Não é preciso ser da área da saúde.
  • Capacitação em primeiros socorros: a filial forma os próprios voluntários nessa área, depois do CBFI. Não há turma gratuita aberta ao público (veja Formação de voluntários).
  • Educação preventiva: orientação ao público para agir com segurança, chamar o socorro certo e evitar improvisos perigosos.
  • Apoio comunitário: campanhas e ações nas comunidades, ao lado dos moradores.

Algumas ações recentes mostram esse trabalho:

  • Campanha do Agasalho: arrecadação de agasalhos, cobertores e calçados para famílias em situação de vulnerabilidade durante o frio.
  • Dia das Crianças: ação da filial para as crianças participantes, com brinquedos novos ou em bom estado recebidos na sede.
  • Impacto das Cores: mutirões de pintura que revitalizam espaços comunitários e aproximam voluntários e moradores.
  • Força-Tarefa Humanitária – Ações El Niño: mobilização de voluntários para preparação e resposta humanitária, com formação realizada em outubro de 2026.
Voluntária da filial, de colete vermelho, acompanha dois meninos que pulam dentro de arcos coloridos no chão de uma quadra
Dia das Crianças: uma voluntária da filial conduz a brincadeira dos arcos numa quadra.
Voluntária da Cruz Vermelha, de colete vermelho, ajuda dois meninos a entrar no saco para a corrida, numa quadra
Dia das Crianças: uma voluntária da filial organiza a corrida de saco.
Coordenadora de Juventude da filial, de camisa vermelha do uniforme, sorri cercada de crianças do projeto Impacto das Cores, diante de uma parede pintada com formas geométricas coloridas
A coordenadora de Juventude da filial com crianças do projeto Impacto das Cores.

As novidades saem nas notícias do site e no Instagram @cruzvermelhabrasileirarj.

Nossa sede: o Palácio da Cruz Vermelha

Autoridades e enfermeiras de branco em volta da escavação, sob bandeirolas, enquanto um oficial assenta a pedra fundamental do edifício
Assentamento da pedra fundamental do edifício, em 5 de outubro de 1919. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

A filial funciona no Palácio da Cruz Vermelha, na Praça da Cruz Vermelha, 10, no Centro do Rio de Janeiro. É a sede histórica da Cruz Vermelha Brasileira. O prédio, em estilo eclético, foi projetado pelo arquiteto italiano Pedro Campofiorito e construído entre 1919 e 1923.

Edifício da Cruz Vermelha em obras, cercado por andaimes e por um muro, ainda sem os andares superiores
A construção em 1920, antes da modificação do projeto. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

Em 10 de novembro de 2021, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, aprovou por unanimidade o tombamento do edifício, com a inscrição no Livro do Tombo Histórico. A decisão está registrada na ata da 98ª reunião do Conselho.

Fachada do Palácio da Cruz Vermelha coberta de andaimes, já com os andares superiores e a estrutura da cúpula, em 1923
A fachada ainda com andaimes no começo de 1923, ano da inauguração. Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

É no Palácio que acontecem a formação inicial dos voluntários e o recebimento das doações da Campanha do Agasalho. Ali também acontecem os cursos pagos da escola, que é outra empresa (veja abaixo). A trajetória do prédio e da instituição está em Nossa história.

Reconhecimentos

A filial é reconhecida por lei como de utilidade pública pelo município e pelo estado do Rio de Janeiro:

Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia: fachada branca com duas torres de relógio e a bandeira do Brasil, com pedestres no calçadão em frente
Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia, sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro: a Lei municipal nº 5.153/2010 considera a filial de utilidade pública. Foto: Halley Pacheco de Oliveira, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0 (redimensionada pela filial).
Fachada do Palácio Tiradentes vista da escadaria: colunas coríntias e estátuas no alto da fachada, sob céu azul
Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ): a Lei estadual nº 9.984/2023 concedeu à filial o título de utilidade pública. Foto: Donatas Dabravolskas, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (redimensionada pela filial).

A Cruz Vermelha Brasileira, por sua vez, tem o Estatuto aprovado pelo Decreto nº 8.885, de 24 de outubro de 2016. Segundo esse Estatuto, ela é oficialmente reconhecida pelo governo brasileiro por meio do Decreto nº 2.380, de 31 de dezembro de 1910 (art. 5º). No plano internacional, foi reconhecida pelo CICV em 16 de março de 1912 e admitida na Federação Internacional em 17 de junho de 1919 (art. 7º). A lista de leis e decretos, com links oficiais, está na página de base legal.

Quem dirige a filial

O presidente Luiz Carlos dos Santos e o vice-presidente Antônio Pedregal sentados à mesa do gabinete da presidência, com as bandeiras e um painel de boas-vindas ao fundo
O presidente Luiz Carlos dos Santos e o vice-presidente Antônio Pedregal no gabinete da presidência, no Palácio da Cruz Vermelha.

A filial é dirigida pelo presidente Luiz Carlos dos Santos e pelo vice-presidente Antônio Pedregal. A diretoria executiva conta ainda com o diretor financeiro, Jorge Braz.

Com a diretoria trabalham as coordenações temáticas, cada uma com responsáveis e e-mail próprios: Jurídico, Comunicação Social, Tecnologia da Informação, Humanitário, Educação e Saúde, Primeiros Socorros, Gestão de Riscos de Desastres, Voluntariado, Juventude, Psicologia e Serviço Social, e Esportes. Boa parte do trabalho é feita por voluntários formados pela própria filial.

Os nomes dos responsáveis e o contato de cada área estão na página da equipe.

Luiz Carlos dos Santos, presidente da filial, de braços cruzados e colete vermelho da Cruz Vermelha Brasileira, diante dos retratos da Galeria dos Presidentes
O presidente Luiz Carlos dos Santos na Galeria dos Presidentes do Palácio da Cruz Vermelha.

A filial e a escola: quem vende os cursos pagos

Há dois caminhos de formação, com responsáveis diferentes.

A filial é a associação sem fins lucrativos. É ela que forma os voluntários, de graça e só para quem entra no voluntariado (veja Formação de voluntários), e faz as campanhas.

A escola vende e certifica os cursos pagos: o catálogo presencial, na página de matrícula, os cursos da plataforma escola.cursoscruzvermelha.org e os treinamentos de NR e Lei Lucas para empresas e escolas. Ela tem plataforma, cobrança e nota fiscal próprias.

A Cruz Vermelha Brasileira – Filial do Estado do Rio de Janeiro (CNPJ 08.560.973/0001-97) é uma associação sem fins lucrativos. Os cursos do catálogo presencial e da plataforma da escola são vendidos pela O-CVB Filial Rio de Janeiro Ensino Ltda, CNPJ 67.733.551/0001-35, empresa ligada à filial, com sistemas independentes. A escola é uma das fontes de financiamento da instituição.

Como a filial se financia

A filial não tem fins lucrativos: o que entra é aplicado nas atividades e na manutenção da sede. O Estatuto diz que o patrimônio da Cruz Vermelha Brasileira, incluído o das filiais, é “totalmente destinado às ações humanitárias, filantrópicas e para sua subsistência” (art. 75).

As fontes são estas:

  • O resultado da escola. A O-CVB Filial Rio de Janeiro Ensino Ltda (CNPJ 67.733.551/0001-35), empresa ligada à filial, vende os cursos pagos e os treinamentos para empresas. O resultado da escola é destinado à manutenção do Palácio da Cruz Vermelha e às atividades da filial.
  • Doações de bens nas campanhas. Agasalhos, cobertores, calçados e brinquedos, entregues na sede, vão direto para as pessoas atendidas. A doação em dinheiro pelo site está suspensa desde 25 de setembro de 2026.
  • Parcerias com empresas, em programas de responsabilidade social, e com o poder público, quando houver: toda parceria com o poder público será divulgada no portal da transparência, como manda a Lei 13.019/2014.
  • Repasse do órgão central, previsto no art. 74 do Estatuto (parte das receitas de leis que beneficiam a Cruz Vermelha), quando houver. A filial, por sua vez, contribui mensalmente com o órgão central (art. 73).
Voluntário da Cruz Vermelha, agachado e de colete vermelho, entrega um cobertor a um homem idoso sentado numa cadeira na calçada, ao lado de um ponto de ônibus
Campanha do Agasalho: um voluntário da filial entrega um cobertor na rua. As doações de bens recebidas na sede vão direto para as pessoas atendidas.

A prestação de contas será publicada no portal da transparência, em implantação: estatuto, diretoria, demonstrações contábeis e parcerias, cada documento com registro verificável.

Conheça mais

Cada tema tem uma página própria, com links para as fontes oficiais.

  • Princípios Fundamentais: os sete princípios do Movimento, com o texto oficial e o que cada um significa para a filial.
  • Movimento Internacional: como se ligam o CICV, a Federação Internacional e as Sociedades Nacionais, e onde a filial fica nessa estrutura.
  • O emblema: o que a cruz vermelha significa, quem pode usá-la e o que diz a lei brasileira.
  • Direito Internacional Humanitário: as regras que limitam os efeitos da guerra e as Convenções de Genebra, em linguagem simples.
  • Base legal: as leis e os decretos da Cruz Vermelha Brasileira e da filial, com a situação de cada um.
  • Nossa história: da fundação da Cruz Vermelha Brasileira, em 1908, ao Palácio da Cruz Vermelha.
  • Equipe: diretoria, coordenações e o contato de cada área.
  • Formação de voluntários: como funciona a formação gratuita dos voluntários, com a ficha de entrevista e o CBFI.
  • Voluntariado: como entrar, a formação e o termo de adesão ao serviço voluntário, previsto na Lei nº 9.608/1998.
  • Transparência: o portal da transparência da filial, em implantação.

Perguntas frequentes

A filial é a mesma coisa que a Cruz Vermelha Brasileira?

Fazemos parte dela. A Cruz Vermelha Brasileira é organizada como federação, com Órgão Central, filiais estaduais e filiais municipais. Nós somos a filial estadual do Rio de Janeiro, com CNPJ e patrimônio próprios.

Quem vende os cursos pagos?

A O-CVB Filial Rio de Janeiro Ensino Ltda, CNPJ 67.733.551/0001-35, empresa ligada à filial, com plataforma, cobrança e nota fiscal próprias. A filial, associação sem fins lucrativos, não vende cursos: ela forma os próprios voluntários.

A filial atende emergências ou marca consultas?

Não. Em emergência, ligue 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros). O que a filial faz é preparar pessoas para agir até a chegada do socorro.

Como falar com a filial?

Pelo chat “Fale com a gente”, no canto de qualquer página do site, ou pelo e-mail contato@cruzvermelhariodejaneiro.org. A equipe responde por e-mail em até 3 dias úteis.

Atualizado em 15/10/2026.