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Notícias·Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro·19 DE OUT 2026

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Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha no Rio: história

A Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha no Rio nasceu em 1914, com enfermeiras voluntárias. Veja como formava e se ainda existe um curso hoje.

Enfermeiras voluntárias da Cruz Vermelha Brasileira em frente à sede da Escola de Enfermeiras, no Rio de Janeiro
Enfermeiras voluntárias da Cruz Vermelha Brasileira em frente à sede da Escola de Enfermeiras, no Rio de Janeiro — Foto: Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira (site Memória CVB)

A Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha Brasileira, chamada em sua época de Escola de Enfermeiras, nasceu do trabalho de voluntárias no Rio de Janeiro. O primeiro curso para formar enfermeiras voluntárias começou em 20 de outubro de 1914, segundo o Centro de Memória e Documentação da instituição. Hoje a Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro não oferece curso de enfermagem: a Escola de Educação e Saúde CVB-RJ tem cursos livres. Este texto conta a história da escola com base em fontes abertas.

Como começou: as Damas da Cruz Vermelha

Segundo o Centro de Memória, a Primeira Guerra Mundial (1914–1918) despertou na população brasileira o interesse pelo serviço voluntário. Um grupo de senhoras da sociedade carioca formou o comitê "Damas da Cruz Vermelha Brasileira", depois reconhecido como Seção Feminina da instituição. O objetivo era prestar auxílio, como enfermeiras voluntárias, a pessoas feridas e doentes em situações de conflito ou de calamidade nacional.

O mesmo registro afirma que a história da escola "se confunde com a própria história da Enfermagem no Brasil". O primeiro curso, de 1914, preparava justamente o corpo de enfermeiras voluntárias.

Como a escola formava

Em 16 de março de 1916, conforme o Centro de Memória, foram criados um curso para enfermeiras profissionais e a Escola Prática de Enfermeiras, na sede provisória da instituição. A página "Fatos e fotos" do mesmo Centro registra que o edifício destinado à Escola Prática foi inaugurado em 3 de maio de 1917. Junto a ele funcionava um dispensário, que oferecia atendimento médico gratuito e servia ao ensino prático do curso.

Um relatório de 1918, citado nessa página, indica que a Sociedade podia contar com cerca de cem enfermeiras voluntárias, que supervisionariam auxiliares em formação. O documento recomenda ainda ampliar o ensino com um curso de padioleiros, os auxiliares que transportam pessoas em macas.

As fontes consultadas não trazem currículo, carga horária, duração dos cursos nem requisitos de ingresso. Por isso este texto não os informa.

O papel das enfermeiras voluntárias

As voluntárias estão na origem da escola e da própria atuação da instituição. Em 1918, durante a epidemia de gripe, o diretor da Escola de Enfermeiras, Getúlio dos Santos, propôs à diretoria instalar enfermarias na sede da escola, segundo o Centro de Memória. O Centro de Memória registra também que as enfermeiras atuaram em hospitais do Rio, em residências e em postos de socorro de algumas filiais, e que a escola foi transformada em local de isolamento. O registro lembra ainda uma aluna que morreu da gripe durante o período.

Sobre o hospital da instituição, que também faz parte dessa história, veja o texto sobre o hospital da Cruz Vermelha no Rio.

Marcos da escola

Segundo o Centro de Memória, a escola reuniu alguns marcos ao longo do século XX:

  • 1920: inauguração do primeiro curso de enfermeiras visitadoras do país. Segundo o texto, elas tiveram papel na educação sanitária e na ligação entre a família e o serviço de saúde.
  • 1940: início do curso de Assistência Social da escola. Em 31 de janeiro do mesmo ano, uma nota do Ministro da Guerra regulamentou o registro dos diplomas de enfermeiras profissionais e samaritanas da instituição, reconhecendo-os para o exercício da profissão em todo o país.
  • Anos 1940: a página "Fatos e fotos" registra que as enfermeiras incorporadas à Força Expedicionária Brasileira, na Segunda Guerra Mundial, foram na maioria alunas da escola.
  • Medalha Florence Nightingale: duas alunas da instituição receberam a distinção internacional da enfermagem, Idalia de Araújo Porto Alegre (1927) e Irene de Miranda Contegipe Milanez (1948).
  • Décadas seguintes: o Centro de Memória informa uma média anual de cerca de 1.500 alunos matriculados.
Enfermeiras da Cruz Vermelha do Brasil preparam doações para a Força Expedicionária Brasileira na Vila Militar, no Rio
Enfermeiras da Cruz Vermelha do Brasil preparam doações para a Força Expedicionária Brasileira na Vila Militar, no Rio — Foto: Fundo Agência Nacional/Arquivo Nacional (domínio público, via Wikimedia Commons)

A escola ainda existe?

Hoje a Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro não oferece curso de enfermagem e não forma enfermeiros. A Filial mantém a Escola de Educação e Saúde CVB-RJ, que oferece cursos livres, como os de primeiros socorros. Para a formação profissional em enfermagem, o caminho é procurar instituições de ensino reconhecidas e o conselho profissional da categoria.

Como a história da escola se liga à missão

A Escola de Enfermagem mostra como o voluntariado e o ensino andaram juntos desde o início da Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro, ao lado do hospital e das ações de socorro. Para ver a fundação, o Palácio da Cruz Vermelha e a linha do tempo completa, com fotografias do acervo, leia a história da Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro.

Perguntas frequentes

Quando começou a Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha? O primeiro curso para formar enfermeiras voluntárias começou em 20 de outubro de 1914. Em 16 de março de 1916, foram criados o curso para enfermeiras profissionais e a Escola Prática de Enfermeiras, segundo o Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira.

Quem criou a escola? Segundo o Centro de Memória, um grupo de senhoras da sociedade carioca, reunido no comitê "Damas da Cruz Vermelha Brasileira", depois reconhecido como Seção Feminina da instituição.

As enfermeiras eram voluntárias? O primeiro curso, de 1914, formava enfermeiras voluntárias. Em 1916 surgiu também o curso para enfermeiras profissionais.

A Cruz Vermelha do Rio ainda tem curso de enfermagem? Não. Hoje a Filial tem a Escola de Educação e Saúde CVB-RJ, com cursos livres, que não formam enfermeiros.

Os diplomas da escola eram reconhecidos? Segundo o Centro de Memória, uma nota de 31 de janeiro de 1940 regulamentou o registro dos diplomas de enfermeiras profissionais e samaritanas da instituição para o exercício da profissão em todo o país.

Fontes e referências

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