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Notícias·Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro·21 DE OUT 2026

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Gripe espanhola Rio de Janeiro: a Cruz Vermelha em 1918

Como foi a gripe espanhola no Rio de Janeiro em 1918 e como a Cruz Vermelha Brasileira instalou enfermarias na Escola de Enfermeiras para atender a população.

Enfermeira de máscara cuida de um paciente em uma enfermaria de gripe espanhola, em 1918, nos Estados Unidos
Enfermeira de máscara cuida de um paciente em uma enfermaria de gripe espanhola, em 1918, nos Estados Unidos — Foto: Harris & Ewing (domínio público, via Wikimedia Commons)

A gripe espanhola atingiu o Rio de Janeiro, então capital federal, em 1918. Naquele ano, a Cruz Vermelha Brasileira instalou enfermarias na sede da sua Escola de Enfermeiras, distribuiu medicamentos e recebeu doentes, segundo o Centro de Memória e Documentação da instituição. Este texto conta o que as fontes oficiais registram, sem ir além delas.

O que foi a gripe espanhola no Rio de Janeiro

A epidemia de gripe de 1918 ficou conhecida como "gripe espanhola". No Rio, a doença foi noticiada pela imprensa em outubro, e a cidade viveu semanas de grande pressão sobre os serviços de saúde. Esse é o quadro que a pesquisadora Nara Azevedo de Brito reconstrói, a partir da imprensa carioca, em artigo da revista História, Ciências, Saúde — Manguinhos, da Fiocruz.

Por que a Cruz Vermelha abriu enfermarias na Escola

Segundo o Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira, a epidemia chegou ao Rio em meados de outubro de 1918. Havia poucos postos públicos de socorro além da Santa Casa de Misericórdia. Por isso, o diretor da Escola de Enfermeiras, Getúlio dos Santos, propôs instalar enfermarias na sede da própria Escola, e a diretoria da instituição aceitou a proposta.

A página "Escola de Enfermeiras", do mesmo Centro de Memória, resume o período dizendo que a Escola, no Rio, foi transformada em isolamento. A página "Fatos e fotos" usa o termo "enfermarias". Este texto mantém o termo de cada fonte.

A formação das enfermeiras e a história da Escola têm artigo próprio: leia sobre a Escola de Enfermagem da Cruz Vermelha.

Como foi o atendimento

Os registros do Centro de Memória descrevem um serviço montado em poucos dias:

  • Os primeiros leitos foram instalados em 15 de outubro, segundo a página de história da Filial, que cita o relatório do diretor.
  • Com o aumento da procura, salas de aula passaram a funcionar como enfermarias.
  • O serviço de consultas e de distribuição de medicamentos funcionou dia e noite.
  • A Escola enviou enfermeiras a postos de socorro criados depois e a hospitais, por pedido do Governo.
  • Voluntários ofereceram ajuda, enquanto parte da própria equipe da instituição também adoeceu nos primeiros dias.

Os números registrados são estes: medicamentos distribuídos a 4.084 pessoas, 105 doentes internados nas enfermarias e 14 óbitos. A fonte observa que a maior parte dos internados chegou em estado muito grave, depois de dias de doença sem assistência.

O próprio diretor adoeceu, e o médico Estellita Lins assumiu a direção da Escola. A aluna-enfermeira Cherubina Angélica Guimarães, que havia ajudado nos primeiros dias, morreu da gripe. O Centro de Memória registra o episódio como parte da história das enfermeiras daquela turma.

Enfermeiras de branco enfileiradas na varanda do prédio da Escola de Enfermeiras da Cruz Vermelha Brasileira, em foto histórica
Enfermeiras de branco enfileiradas na varanda do prédio da Escola de Enfermeiras da Cruz Vermelha Brasileira, em foto histórica — Foto: Acervo do Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira (site Memória CVB)

O que esse episódio mostra

Em 1918, o atendimento da Cruz Vermelha Brasileira nasceu de uma decisão local: usar a estrutura que a instituição já tinha, uma escola, para acolher quem não tinha onde ser atendido. Foi um trabalho de enfermeiras, alunas, médicos e voluntários. Era também outro momento da instituição: o hospital veio depois. A história dele está no artigo sobre o hospital da Cruz Vermelha no Rio, que trata das enfermarias de 1918 como parte da história da Escola, e não do hospital do edifício da praça.

A gripe de 1918 na história da Cruz Vermelha

Esse episódio faz parte de mais de um século de trabalho humanitário da Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro, ligado desde o início ao cuidado com as pessoas e à formação de enfermeiras. Para ver a linha do tempo completa, com os números da gripe de 1918 e fotografias do acervo, leia a história da Cruz Vermelha Brasileira no Rio de Janeiro.

Perguntas frequentes

Quando a gripe espanhola chegou ao Rio de Janeiro? A epidemia atingiu a cidade em 1918. O artigo da revista História, Ciências, Saúde — Manguinhos mostra que a imprensa carioca a noticiou em outubro daquele ano, e o Centro de Memória da Cruz Vermelha Brasileira situa o início do atendimento na Escola em meados de outubro.

A Cruz Vermelha atuou na gripe espanhola no Rio? Sim. Segundo o Centro de Memória e Documentação da Cruz Vermelha Brasileira, a instituição instalou enfermarias na sede da Escola de Enfermeiras, distribuiu medicamentos e enviou enfermeiras a postos de socorro e hospitais.

Quantas pessoas a Cruz Vermelha atendeu em 1918? Os registros falam em medicamentos distribuídos a 4.084 pessoas, 105 doentes internados nas enfermarias e 14 óbitos.

Onde ficavam as enfermarias? Na sede da Escola de Enfermeiras, no Rio. Salas de aula foram convertidas em enfermarias com o aumento da procura.

As enfermeiras da Escola participaram do atendimento? Sim. As fontes registram enfermeiras atuando nas enfermarias da Escola, em hospitais, em postos de socorro e em residências.

Fontes e referências

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