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Onda de calor: o que fazer para se proteger
Onda de calor: o que fazer em casa e na rua, como cuidar de crianças, pessoas idosas e de quem vive só, e quais sinais pedem atendimento.

Numa onda de calor, o essencial é beber água com frequência, mesmo sem sede, ficar em ambientes frescos nas horas mais quentes e dar atenção redobrada a crianças, pessoas idosas, gestantes e a quem vive só. Se aparecerem sinais como confusão, convulsão ou perda de consciência, ligue na hora para o 192 (SAMU). Veja abaixo o que o Ministério da Saúde recomenda.
O que é uma onda de calor
Segundo o Ministério da Saúde, ondas de calor são eventos climáticos de temperaturas extremamente altas, acima do esperado para a região e a época do ano, que podem durar dias ou semanas. Uma nota técnica do próprio ministério descreve a onda de calor como um período de alguns dias com temperaturas máximas acima da média usual para a época.
Nas cidades, o efeito é maior: o Ministério da Saúde explica que prédios, concreto e asfalto retêm calor e elevam ainda mais as temperaturas, o chamado efeito de "ilha de calor". Por isso, vale se preparar mesmo quando o dia parece comum.
No Rio, a sensação térmica pode ir muito além do que o termômetro indica. Em 17 de março de 2024, a estação de Guaratiba, do sistema Alerta Rio, registrou 62,3 °C de sensação térmica, a maior desde que as medições começaram, em 2014, segundo o Centro de Operações Rio, da Prefeitura. A sensação térmica é calculada a partir da temperatura e da umidade do ar.
O que fazer para se proteger do calor
As orientações do Ministério da Saúde para os cuidados pessoais são simples e valem para todas as pessoas:
- beber água regularmente, mesmo sem sentir sede, e evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína, que podem aumentar a desidratação;
- usar roupas leves, de cores claras e de tecidos que deixam a pele transpirar;
- planejar as atividades ao ar livre para os horários mais frescos, como a manhã cedo ou o fim da tarde;
- preferir refeições leves, com frutas e saladas, e evitar as pesadas;
- manter o ambiente fresco, com ventilador ou ar-condicionado quando possível.
Quem não tem como refrescar a casa pode procurar um refúgio nas horas mais quentes. O ministério cita centros comunitários e shoppings como exemplos de lugares frescos.
Quem precisa de mais atenção
O Ministério da Saúde lembra que o calor pode afetar toda a população, e mais ainda: pessoas idosas, crianças, gestantes, pessoas com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação, pessoas com diabetes e pessoas em situação de rua. Para crianças, pessoas idosas e gestantes, a orientação é oferecer líquidos o tempo todo e mantê-las em ambientes frescos.
A nota técnica do ministério acrescenta que, entre as pessoas idosas, há menos sensação de sede e mais risco de complicações, o que torna o cuidado ainda mais importante. Ela também aponta o uso de álcool e de cafeína em excesso entre os fatores de risco.
Quem vive só também merece atenção. Uma ligação, uma visita rápida ou uma mensagem para saber como a pessoa está pode fazer diferença. Quem tem uma condição de saúde deve acompanhar os próprios sintomas com cuidado e seguir a orientação do seu médico sobre o tratamento, sem mudar nada por conta própria.
Sinais que pedem atenção
Segundo o Ministério da Saúde, os principais sinais de alerta são:
- transpiração excessiva;
- fraqueza;
- tontura;
- náuseas;
- dor de cabeça;
- cãibras musculares;
- diarreia.
Diante desses sinais, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para ser avaliado por um profissional.

O caso é mais sério quando o corpo deixa de conseguir regular a própria temperatura. O ministério trata o golpe de calor como emergência médica, com sintomas como confusão, convulsões e perda de consciência, e que pode ser fatal se não for tratado rapidamente. Nessa situação, ligue para o 192 (SAMU) ou para o 193 (Bombeiros) e siga a orientação de quem atender. Os detalhes de insolação e golpe de calor ficam para um texto próprio.
Se alguém desmaiar, leia também o que fazer quando alguém desmaia. Para aprender a agir até o socorro chegar, conheça o curso de primeiros socorros básico. Este texto não substitui a orientação dos serviços de saúde nem traz instruções de atendimento.
Acompanhe os avisos
Em dias de calor intenso, acompanhe os avisos oficiais. O Ministério da Saúde menciona alertas de onda de calor emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No município do Rio de Janeiro, os avisos meteorológicos da Prefeitura ficam no Alerta Rio.
Cuidar de quem está perto
Num dia de calor extremo, cuidar de quem está perto também é uma forma de proteção. A Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro tem no voluntariado um dos sete Princípios Fundamentais do Movimento. Para ser voluntário, não é preciso ser da área da saúde: a Filial forma os próprios voluntários, e o primeiro passo é o cadastro. Entre as frentes da Filial estão a educação preventiva e o apoio comunitário. Conheça o voluntariado na Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro.
Perguntas frequentes
O que fazer durante uma onda de calor? Beber água com frequência, usar roupas leves, ficar em ambientes frescos nas horas mais quentes e deixar as atividades ao ar livre para a manhã cedo ou o fim da tarde, segundo o Ministério da Saúde.
Como proteger crianças e pessoas idosas do calor extremo? Oferecer líquidos o tempo todo e mantê-las em ambientes frescos. O Ministério da Saúde indica atenção redobrada a esses grupos e às gestantes.
Preciso esperar sentir sede para beber água? Não. A orientação é beber água regularmente, mesmo sem sentir sede.
Quais sinais indicam que é hora de procurar atendimento? Transpiração excessiva, fraqueza, tontura, náuseas, dor de cabeça, cãibras musculares e diarreia pedem avaliação na unidade de saúde mais próxima. Com confusão, convulsão ou perda de consciência, ligue para o 192.
Onde ficar quando a casa está muito quente? O Ministério da Saúde cita centros comunitários e shoppings como lugares frescos para se refugiar nas horas mais quentes do dia.
Fontes e referências
- Ondas de calor — Ministério da Saúde — definição, grupos vulneráveis, sinais de alerta, cuidados pessoais e ambientes frescos.
- Nota técnica conjunta Onda de calor 2023 — Ministério da Saúde (PDF) — definição de onda de calor e fatores de risco.
- Alerta Rio — Prefeitura do Rio — onde acompanhar os avisos meteorológicos.
- Rio de Janeiro bate novo recorde de sensação térmica neste domingo, 17 de março — Centro de Operações Rio, Prefeitura — 62,3 °C em Guaratiba (Alerta Rio), maior sensação térmica desde 2014.
- SAMU 192 — Ministério da Saúde — quando ligar para o 192.
- Voluntariado — Cruz Vermelha Brasileira Rio de Janeiro — quem pode ser voluntário, cadastro e frentes da Filial.